Fui apresentado ao filósofo, escritor e jornalista Olavo de Carvalho por um amigo de longa data, companheiro de muitas conversas quase que diárias, desde o tempo de nossa adolescência.
Em um de nossos tranqüilos debates, certa vez, ele me disse: “Você já leu Olavo de Carvalho?” E em seguida me passou endereço da página do professor na internet. Desde então “Sapientiam Autem Non Vincit Malitia” passou a ser minha leitura diária e o professor meu guru para tudo.
O princípio dessa trajetória reporta aos meus tempos do então curso científico, quando a invasão do ambiente escolar pela ideologia socialista, notadamente o socialismo cubano, estava ainda jovem como nós todos nessa época.
Já falei sobre isso anteriormente (Quem são nossos inimigos), e as circunstâncias em que vivemos por esse tempo, ainda estão vivas em minhas lembranças.
Durante muito tempo em minha vida tive idéias socialistas, embora nunca tivesse sido um militante exacerbado, e acreditava piamente que esse era o rumo ideal para toda a humanidade. No entanto, a realidade é que nada sabia sobre quase nada; não conhecia a verdade dos fatos, não tinha idéia dos males causados aos habitantes daqueles países onde essa praga se abateu e me contentava com o romantismo da idéia revolucionária e a crença pueril de que esse era o caminho.
Quando mais tarde me dei conta de certos fatos, quando finalmente “criei juízo”, me senti então perdido, órfão, a buscar algo que definisse para mim, no estado de ressaca em que me encontrava, um novo rumo, a explicação, mesmo a definição do que se passava em minha mente confusa, pois não sabia no que ou em quem acreditar, e creio que muitos da minha geração se sentiram assim. Minhas idéias e convicções mudaram, deram uma guinada de 180º, mas não conseguia colocar isso em palavras, o que o prof. Olavo de Carvalho fez para mim com maestria, simplesmente falando de si mesmo em “Fórmula da minha composição ideológica” .
Portanto, minha admiração por esse brasileiro que considero a mente mais brilhante da atualidade, vai muito além do adulador puxa-saquismo; é o reconhecimento da superioridade de uma inteligência privilegiada, aliada à verdade e à coragem.
As esquerdas revolucionárias lhe devotam um ódio mortal e apenas esse fato, para mim, já é motivo mais que suficiente para o mais profundo interesse por tudo o que escreve e fala abertamente, porque nada aterroriza mais um socialista que a mais pura e simples verdade.
Diante de Olavo de Carvalho, só há duas posturas possíveis: ou você tem uma atitude de humildade, reconhece a distância e procura aprender com o mestre, ou adota a petulância dos que se orgulham de serem ignorantes e passa a chamá-lo de hidrófobo, malcriado, “fascista” e outros nomes bem a gosto da esquerda imbecil.
Eu fico com a primeira opção e estou contente com os resultados.

1 comentários:
Você acabou de descrever minha vida.
Nossa diferença é que encontrei o Olavo de Carvalho a menos de um ano, mas a impressão é a mesma.
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