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sábado, 4 de junho de 2011

Um País Chamado República

Chegamos, por fim, no Brasil, a um estado de coisas muito interessante, onde a cegueira é total, a anestesia é geral, a safadeza é ampla em todos os níveis seja no povo ou no governo. Enfim, é a cultura brasileira do lixo, do esgoto.
Qualquer observador, por mais desatento que seja, está cansado de saber que os problemas brasileiros jamais serão sequer pensados.
Vai continuar a matança de pessoas à razão de 50 mil por ano, vai continuar e prosperar o tráfico de drogas, vão aumentar as dívidas interna e externa, a inflação voltará certamente, a escola continuará a não existir, o Foro de São Paulo continuará sendo ignorado pela imensa maioria das pessoas e o final da história só Deus sabe.
A mentalidade revolucionária socialista já deixou há tempos de ser uma ideologia e incorporou-se à cultura brasileira como um vírus pernicioso, distorcendo todos os valores e reduzindo a população a uma horda idiotizada e incapaz sequer enxergar além de seus próprios muros, de suas janelas, tendo como leis divinas imutáveis o que for dito na novela das oito.
A “ditadura militar” e os americanos continuarão sendo, no discurso dos Celsos Amorins da vida, a origem dos males do mundo.
E é justamente por serem eles o objeto do ódio dos socialistas tupiniquins, e de muitos outros em diversos países, é que os tomarei como exemplo, esperando que me odeiem também com tal vigor.
Por ocasião da criação das cotas para negros e índios nas universidades, as palavras do presidente foram: “O Brasil foi o último país a abolir a escravatura”. Interessante isso, não?
Sim, interessante porque o “último” país a fazer isso, o fez apenas vinte e poucos anos depois dos Estados Unidos e se nesse tempo estávamos com vinte anos de atraso em relação ao primeiro mundo, hoje estamos com um atraso de duzentos anos e ninguém diz nada.
Por conta da libertação dos escravos nos Estados Unidos houve uma guerra civil que durou quatro anos e no Brasil, por conta da covardia e da falsidade latinas, o que houve foi uma conspiração, uma vingança que derrubou o maior e único estadista que esse país já teve e desde então nos tornamos um República presidencialista, com espaço para uma ditadura, não a militar, mas sim a ditadura Vargas.
Com a República, o brasileiro passou a ter a corrupção no DNA.
Se antes, a cobrança de um imposto de 20% provocou uma revolta em Minas Gerais, hoje paga-se 40% e ninguém abre a boca; se na era militar, mais precisamente no governo do presidente Médici, o Brasil teve um crescimento do PIB de 15%, hoje temos crescimento zero e uma dívida interna que beira os dois trilhões de reais, uma dívida externa crescente de novo e uma inflação de 25% ao mês e ninguém dá um pio.
Na era militar houve perseguição de terroristas, prisões, vários excessos, deve-se admitir, mas hoje as FARC distribuem suas drogas à vontade, treinam bandidos do PCC, do Comando Vermelho e do MST dentro do nosso território todo mundo acha isso normal, ou dizem que é a teoria da conspiração, e qualquer um que não esteja contaminado pelo vírus da mentalidade socialista é chamado de paranóico, extremista de direita, à simples menção de que esses absurdos sejam reais.
A “pátria amada, idolatrada” será apenas um trecho do Hino Nacional, ou alguém em sã consciência diria que essa corja que nos governa tem a mínima noção do significado dessa palavra?
Antônio Conselheiro dizia que os republicanos eram o demônio e eu, 115 anos depois, digo: o líder de Canudos tinha razão.

2 comentários:

ilca disse...

João Heitor, você sintetizou a apatia política e ausência de identidade do povo brasileiro no trecho "A mentalidade revolucionária socialista já deixou há tempos de ser uma ideologia e incorporou-se à cultura brasileira como um vírus pernicioso, distorcendo todos os valores e reduzindo a população a uma horda idiotizada e incapaz sequer enxergar além de seus próprios muros, de suas janelas, tendo como leis divinas imutáveis o que for dito na novela das oito." A chama das transformações sociais se apagou faz tempo, restaram os joguinhos e conluios. Parabéns!

virginia Leite disse...

Amigo, como é de praxe você toca no ãmago do foco do assunto com maestria. Parabéns por esse texto tão
bem enfatizado.Só lamento que esse povo não queira se libertar dessa opressão e, eleição após eleição, os patrícios continuem a votar sem consciência e amor ao torrão natal.